Escrever é procurar a felicidade. Muito provavelmente as primeiras letras do homem foram inventadas nesta busca infindável. Escrever é viver outros mundos, é viajar, é desejar. É também inventar e só por isso é muitas vezes também sonhar.
Mas às vezes há coisas que nos fazem deixar de escrever. Se um homem for feliz que necessidade tem ele da escrita? Se não tiver mais nada que ambicione, nada mais que deseje, que pode ele sonhar ou inventar?
Mas às vezes há coisas que nos fazem deixar de escrever. Se um homem for feliz que necessidade tem ele da escrita? Se não tiver mais nada que ambicione, nada mais que deseje, que pode ele sonhar ou inventar?
Há uns tempos deixei de escrever. Não por ter perdido os sonhos nem a imaginação, mas por ter encontrado felicidade. Mas a felicidade se não é ponto de partida muito menos é ponto de chegada. É o meio, é o caminho, é a forma de vida. E por isso voltei a escrever, porque a felicidade não se mantém sozinha, não se sustenta por si só. É preciso continuar a sonhar e a desejar que ela não parta. Ela é como uma pequena flor que germina e da qual é preciso cuidar, é como um castelo de areia que duas mãos constroem juntas, mas é ainda assim frágil às investidas da maré. Por isso continuo a escrever, porque continuo a sonhar e a cuidar da minha felicidade. E se escrever fizer crescer a minha planta da felicidade ou fortalecer as paredes do meu castelo, então vou continuar sempre a sonhar.
E sonhar torna-se perfeito quando há quem sonhe connosco.
13 De Janeiro de 2009. Meia-noite.
13 De Janeiro de 2009. Meia-noite.
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