Nada mais sobre agora, senão esperar que a morte chegue. Os únicos dois acontecimentos que não podemos controlar são ironicamente os dois que mais nos condicionam. Nascer e morrer. Metade do trabalho já está feito. Temos apenas que esperar, deixar-nos levar como a corrente de um rio.
As criancinhas correm em volta do miradouro, riem e falam línguas estranhas que tento entender. Que importa?
Um rastafari toca músicas alegres com sotaque brasileiro. Um imigrante magrebino tenta vender os seus colares. Que mudou em mim?
A vista é bonita é verdade. Já cá estive outras vezes. Dentro de nada será noite e só verei as luzinhas no outro lado do rio, como velas numa procissão. Tenho compromissos também. Depressa esquecerei o riso das crianças ou as línguas estranhas que falavam, esquecerei as letras das músicas ou sequer sobre o que falavam. Amor talvez. Cedo a paisagem não será mais que uma ténue recordação. Que mudou em mim?
Voltarei cá outras vezes e outras vezes o esquecerei. Faço-o porque tem que ser. Faço-o porque tenho que esperar.
As criancinhas correm em volta do miradouro, riem e falam línguas estranhas que tento entender. Que importa?
Um rastafari toca músicas alegres com sotaque brasileiro. Um imigrante magrebino tenta vender os seus colares. Que mudou em mim?
A vista é bonita é verdade. Já cá estive outras vezes. Dentro de nada será noite e só verei as luzinhas no outro lado do rio, como velas numa procissão. Tenho compromissos também. Depressa esquecerei o riso das crianças ou as línguas estranhas que falavam, esquecerei as letras das músicas ou sequer sobre o que falavam. Amor talvez. Cedo a paisagem não será mais que uma ténue recordação. Que mudou em mim?
Voltarei cá outras vezes e outras vezes o esquecerei. Faço-o porque tem que ser. Faço-o porque tenho que esperar.
16/07/09
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